O Brasil e o Mundo não tem vergonha na cara mesmo

Depois de 20, VINTE ANOS,  que uma garota de 13 anos falou e falou sobre as conseqüências do mal que fazemos ao meio ambiente, sobre o tempo perdido, sobre civilizações degradadas e sua família Terra destruída, continuam a devastar…

Indíginas do Brasil então pediram com uma carta ao conselho mundial para que não lhes dêem as costas…

A carta vem assim, na integra:

CARTA DENÚNCIA DOS POVOS INDÍGENAS DE MATO GROSSO DO SUL

NO ACAMPAMENTO TERRA LIVRE/CÚPULA DOS POVOS/RIO+20

 

O Estado brasileiro não mede esforços para mostrar ao mundo um Brasil que não existe. Na defesa do sistema do grande capital, camuflam índices desenvolvimentistas que não revelam as desigualdades internas, os problemas estruturais, muito menos, o estado de genocídio ao qual os povos indígenas estão submetidos.

Juntos somos a segunda maior população indígena do país. Representamos mais de 80% da diversidade étnica e cultural do Estado de Mato Grosso do Sul. Entretanto, nossos povos são excluídos desta sociedade por um racismo histórico e que faz parte do senso comum desta sociedade que nos deve as raízes de sua formação.

Após a guerra do Paraguai fomos sendo confinados em pequenas reservas integracionistas e com isso todo o nosso território foi invadido por não índios e hoje possuímos a menor situação de terras e territórios demarcados do país.

O Estado brasileiro é perverso, pois conhece a nossas necessidades territoriais, sabe que em tudo dependemos destes territórios, que neles encontramos o sentido de nossa existência e o futuro das crianças que nascerão amanhã. No entanto, o Estado que deveria nos proteger e constitucionalmente demarcar nossas terras acabou por entregá-las aos fazendeiros/grileiros que hoje se passam por “bons” proprietários, mas continuam a ameaçar e a assassinar nossas lideranças, nos fazendo de escravos, derrubando as matas, matando os animais e poluindo os rios.

Na sua falta de decisão política de garantir nossos direitos, o Estado brasileiro nos submete à pior realidade de violência contras os povos indígenas da América. Nos últimos anos, 60% dos assassinatos de indígenas no Brasil ocorreram contra nossos povos devido à realidade de confinamento e ao processo de luta pela reconquista de nossas terras. Mato Grosso do Sul amarga o maior índice de lideranças indígenas assassinadas na luta pela terra nos últimos 30 anos. O desespero de nosso povo é tamanho que a cada nove dias um indígena se suicida em Mato Grosso do Sul.

Não aceitaremos mais que a opção desenvolvimentista histórica do Estado brasileiro e de Mato Grosso do Sul com seus governos truculentos e mentirosos continuem a promover a espoliação de nossas terras e o genocídio de nossas famílias.

 

ESTAMOS EM GUERRA!

 

Não por decisão nossa, mas porque os poderosos a impuseram já há muito tempo.

Por isso, nós Povos indígenas Kaiowá, Terena, Guarani, Ofaié, Kadiweu, Kinikinau e Guató, reunidos no Acampamento Terra Livre/Cúpula dos Povos, vimos através deste documento não apenas denunciar aos povos e nações do mundo, organizações e comissões nacionais e internacionais de direitos humanos o genocídio praticado pelo Estado brasileiro contra nossos povos, mas exigir:

 

Do Poder executivo, na pessoa da Presidente da República, Sra. Dilma Rousseff:

 

– a imediata publicação, pela Funai, dos Relatórios Circunstanciados de Identificação dos Tekohas (terras tradicionais) Kaiowá e Guarani, produzidos pelos 6 Grupos de Trabalho no Cone Sul;

– o imediato avanço nos processos administrativos de demarcação das terras indígenas Taunai Ipegue, Lalima, Nioaque, Buriti, Pilad de Rebuá, Potrero Guasu, Sombrerito, Taquara, Água Limpa, Aldeinha, Guyraroka, Jatayvari, Kokuei e Cachoeirinha;

– que a Polícia Federal prenda os assassinos de nossas lideranças mortas na luta pela terra, principalmente os representantes políticos, policiais e ruralistas envolvidos nos assassinatos;

– que a Funai e a Sesai deem todo o atendimento necessário aos acampamentos indígenas localizados à beira de estradas, sitiados em fazendas ou refugiados dentro de áreas urbanas ou aldeias e não use argumentos inconstitucionais de que “trata-se de área em litígio”;

– que, no uso de sua atribuição constitucional realize, com a máxima urgência, através da Força Nacional, a desintrusão dos não índios das nossas terras já declaradas dos povos Terena, Kaiowá e Guarani, Kadiweu e Ofaié. Caso haja processo judicial que nossos povos aguardem a decisão dentro dos territórios, e os não índios fora;

– que seja constituído o GT para identificar as terras do povo Kinikinau;

– que nenhuma outra PCH (Pequena Central Hidrelétrica) seja construída na região do Pantanal e/ou Cone Sul do Estado. Nossos rios estão morrendo e não há mais peixes para nossos povos;

– que se regularize e homologue a Terra Indígena dos Ofaié e promova, através da Força Nacional, a desintrusão dos não índios;

– que se faça a recuperação ambiental e da fauna dos nossos territórios tradicionais destruídos e envenenados pelo agronegócio;

– que nossas lideranças e comunidades sejam protegidas pela Força Nacional especializada, uma vez que o Programa de Proteção dos Defensores dos Direitos Humanos (PPDDH) da Secretaria de Direitos Humanos – SDH, não desenvolve nenhuma ação efetiva junto às nossas 3 lideranças e comunidades inclusas mantendo-as em situação de risco;

– que haja igual atendimento por parte da Funai e da Sesai às comunidades e aldeias localizadas nas cidades;

– queremos também repudiar a forma como vêm sendo implantados os territórios etnoeducacionais que em nada respeitam a diversidade de nossos sistemas educacionais próprios, e que criminalizam e desrespeitam nossos professores;

– que a assessoria da Funai no Congresso Nacional seja melhor qualificada no monitoramento ao andamento das casas e nos informes sistemáticos aos nossos povos;

– a promoção de ações afirmativas para a permanência dos acadêmicos indígenas em Mato Grosso do Sul;

 

         Do Poder Judiciário, na pessoa do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Sr. Ayres Britto:

 

– que os processos envolvendo a posse de nossas terras tradicionais no Mato Grosso do Sul tenham prioridade nos seus julgamentos, pois a morosidade de até 30 anos nestes casos está custando a vida de nossas lideranças, crianças e jovens;

– que recomende ao CNJ ações de combate à morosidade judiciária em outras instâncias e a violação de nossos direitos por parte de magistrados parciais e que tratam destes como algo secundário.

– que se julgue, com a máxima urgência, as ações judiciais envolvendo as Terras Indígenas dos Kadiweu, Nhanderu Marangatu, Cachoeirinha e Arroyo Korá;

 

 

 

 

Do Poder Legislativo, na pessoa dos Presidentes do Senado e Câmara Federal, Sr. José Sarney e Sr. Marco Maia:

 

– que os Projetos de Lei e PECs que violam nossos direitos constitucionais sejam imediatamente arquivados, como é o caso do PL 1610/96, da PEC 215/00 e PC 38/99;

– que todos os grandes projetos que incidam sobre nossas terras respeitem a Constituição Federal e sejam executados somente após consulta prévia, livre, informada e com poder de veto, além de aprovação do Congresso Nacional;

– que a bancada indigenista e a comissão de direitos humanos do Congresso Nacional continuem fazendo diligências em nossas comunidades.

 

Tudo o que temos hoje conquistamos através do sangue de nossas lideranças e da pressão internacional sobre o Estado brasileiro, por isso queremos conclamar os povos do mundo a promover sanções contra o Brasil para que este, ao menos, cumpra suas obrigações constitucionais em relação aos nossos direitos humanos e territoriais.

Na recente UPR (Revisão Periódica Universal) vários países recomendaram ao Brasil respeito aos Povos indígenas e demarcação de suas terras, por isso, queremos pedir a estes, que todo financiamento, empréstimo ou qualquer tipo de apoio financeiro ao Brasil, que incida sobre nossas terras, seja bloqueado até que o governo as regularize pela força.

Apesar de toda violência e morte a que estão submetidas nossas comunidades, confinadas ou acampadas à beira das estradas, testemunhamos a certeza de que com a força de Ñandejara, partilharemos nossos projetos de Bem Viver, em paz, com dignidade, autonomia e liberdade.

Caciques e lideranças indígenas dos povos

Kaiowá, Guarani, Terena, Kadiweu, Kinikinau, Ofaié e Guató

 

Conselho do Aty Guasu

Conselho de luta pela terra dos povos do Pantanal

 

21 de junho de 2012

Rio de Janeiro

As sacolinhas voltam, e agora?

As sacolinhas de plásticos voltaram, foi citado neste blog que isto era fogo de palha, que a conscientização deve vir de quem a usa. Foi dito também que os supermercados fizeram horrores de ganhos e não deram uma benfeitoria aos seus subordinados e nem aos usuários… neste meio tempo, ficamos a Deus dará!

E agora?

Dados deram como esta retirada das sacolinhas plásticas, um desconforto, não fez bem ao meio ambiente, nem à nossa saúde psíquica… Registros mostraram que o argumento de retirar as sacolas como poluidora ( na qual ela é), não melhorou a vida de ninguém, pois mesmo assim existiam as sacolinhas e vendiam sacolas a preços altos com uma qualidade pequena, enfim, os supermercados abusaram de você, aproveitaram a fase de uma pseudo lei e fizeram um ganho de mais de 10 milhões em cada rede.

Em São Bernardo estamos lutando pela Usina Verde, que utilizará o plástico, que não seja mais quemanejado em reciclajem, para ser o combustível que irá mover as turbinas… demais plásticos que podem ser reutilizados, serão levados a reciclajem… por isso a coleta deve ser constante.

Embora haja uma grande massa de pessoas não querendo a incineração do lixo, creio que essa é a unica saída para os plásticos que não mais serão usados, haja visto que este lixo virará ou será reutilizado para gerar energia elétrica.

Ainda se coloca a faca de dois gumes, mas é impossível imaginar a Terra sem provocar impacto ambiental, isso é um fato.

Como está a garota que calou a ONU por 5 min?

 

 

A menina que calou o mundo a 20 anos atrás está assim, linda e uma eco ativista. Durante a Conferência da ONU para o Meio Ambiente, realizada no Rio de Janeiro, de 3 a 14 de junho de 1992, uma garota canadense, Sevem Suzuki, de aproximadamente 13 anos, falou para uma platéia de altos dirigentes de governos, jornalistas e políticos. no video que vc vê acima.

Ela era representante da ECO, uma organização de crianças em defesa do meio ambiente. Falou pelos animais que morriam no planeta porque perdiam seus espaços, mas falou, sobretudo, pelos seus sonhos e medos, diante de um futuro planetário cada vez mais sombrio e ameaçador.

Foi corajosa. Olhou de frente aquela platéia de poderosos, armada apenas com a Verdade, exibindo, nua e cruamente, a destruição insana que alguns de nós estão promovendo e que muitos de nós, por covardia, comodismo, insensibilidade ou alienação, assistem calados, permitindo-se ser coniventes.

Vale a pena ver o vídeo do breve mas contundente discurso dessa menina e permitir que cada uma de suas palavras caia fundo em nosso coração e em nossa consciência

 

20 anos , como o tempo passa e nada se foi feito… tudo que se diz é que é bobeira, ficar indo atrás de argumentos para responder o porque devemos respeitar a fauna, flora e tudo que se habita na Terra, deixam sempre para o ultimo plano, quem sabe plano “Z” se formos atendido entre os poderes publicos… estamos sendo ignorados pelos poderes publicos, pelos cidadãos que não tem informação e pela falta de uma rigorosa mão de ferro em toda essa história de 20 anos, que não saiu, está no papel ainda, ninguém tem coragem de enfrentar esses grandes do poder… e ficamos assim, sem informção…

O que fazer com a borra de café?

O que? você joga borra de café no lixo???

 

O que você faz com a borra de café? A maioria das pessoas inocentemente joga fora e não sabe que esse resto de café, meio barrento, pode ser muito aproveitado. Hoje o blog do Meio Ambiente vai mostrar algumas das utilidades da borra de café.

A borra de café que sobra pode não parecer muita coisa, mas no grande esquema das coisas, ela pode economizar-lhe um pouco de dinheiro. Este artigo cobre alguns principais usos não-convencionais e alternativos para a borra de café que sobra, e talvez até mesmo o próprio café. Você pode começar a ver o início de seu dia por uma luz inteiramente nova.

1. Borra de café para combater a dengue:
Talvez esta seja a utilidade mais importante da borra para a nossa saúde, a sua apropriação como inseticida para o combate à dengue. Para fazer isso, basta colocar 4 colheres de sopa cheias de borra em um copo de água e dispor nos vasos de planta. Lembrando que ela também afasta outros insetos e pragas, funcionando como um pesticida completo. Para manter a eficácia, troque a solução a cada sete dias. Ah, e fique tranquilo: a borra não vai matar a planta, muito pelo contrário, veja a próxima dica.

2. Borra de café como adubo:
Isso mesmo, além de afastar os mosquitos da dengue das suas plantas, a borra de café é também uma boa opção de adubo. Misture o resíduo ao adubo que você utiliza e espere alguns dias pelo resultado, suas plantas vão ficar mais fotes e bonitas. Ela é particularmente boa para o crescimento de cenoura e rabanete. Neste caso, basta você misturar a semente com a borra de café antes de plantar.

3. Borra de café para limpar manchas difíceis:
Sabe aquela panela que você já tentou de tudo, mas não conseguiu limpar? Pegue-a e faça um teste: misture a borra de café com um pouco de água e em seguida esfregue com uma escova firme. Em instantes a mancha se dissolve graças ao caráter abrasivo e à acidez da borra. Importante: certifique-se de que os objetos que você vai limpar são mesmo resistentes a manchas, pois há o perigo de tingir, conforme a próxima dica.

4. Borra de café como corante:
Pode parecer estranho, mas a borra do café pode ser utilizada para tingir objetos, como tecidos e mobílias. Fazer o corante é bem simples: coloque a borra de café em um filtro ou naylon e deixe-a mergulhada em duas xícaras de água quente por um período de 5 a 10 minutos (depende da intensidade da cor que você deseja). Quanto maior for o objeto, mais borra e água serão necessários.

5. Borra de café para afastar cheiros ruins:
Outra utilidade da borra de café é “sugar” cheiros ruins, ou seja, ela também atua como um desodorizante. A solução é a seguinte: pegue a borra já seca e coloque dentro de uma meia-calça velha. Em seguida, amarre e feche a meia. Pronto, agora é só colocar em algum cantinho que você precise refrescar, como armários e até no congelador. Pode ficar tranquilo que ela vai apenas puxar o cheiro desagradável, sem colocar o cheirinho de café e ficar te provocando, dando aquela vontade de beber um cafezinho toda vez que você abrir o guarda-roupa. A ação deste desodorizante pode durar algumas semanas ou chegar a um mês. Em seguida, renove-o.

6. Repelente para gatos e pragas – Apesar de alguns de nós amarmos os gatos, não os amamos em nossos jardins; os gatos que vivem ao ar livre muitas vezes têm dificuldade para distinguir entre uma caixa de areia e o seu jardim. Você pode se surpreender em descobrir que a borra de café pode ajudá-los a fazer essa distinção! Basta misturar um pouco de borra de café com um pouco de casca de laranja, e em seguida espalhar pelo jardim. Uma vez que os gatos não gostam do cheiro do café, bem como de quaisquer cheiros cítricos, esta mistura vai conduzi-los para longe rapidamente! Não só ela pode manter os gatos fora de seu jardim ou quintal, como também a borra de café mantém as formigas bem longe! Formigas também não gostam deste cheiro, e muito provavelmente, da acidez do café. Se você está tendo problemas com formigas e tem algum tempo livre, espalhe borra de café sobre cada formigueiro. Após cerca de uma semana espalhando a borra persistentemente, a maioria destas formigas inconvenientes vai encontrar um novo lugar para morar!

7. Mantenha o encanamento da cozinha sem cheiro – Alguma vez você passou por sua cozinha e sentiu um odor desagradável, só para descobrir que vem do ralo? Você pode usar borra de café cerca de uma vez por semana para corrigir este problema. O primeiro passo é aquecer um pouco de água para ferver em um bule de chá ou em uma panela. Quando a água estiver quente, traga-a para a pia. Despeje cerca de meia xícara de borra de café no ralo, seguida imediatamente pela água quente. Você deve despejar pelo menos 5 xícaras de água fervente depois da borra. A água quente irá empurrar os grãos, garantindo que não vão entupir o ralo. O encanamento deverá permanecer sem odores por pelo menos uma semana após isto…

Agora já sabemos, em parte o que fazer com a borra do café… não jogue no lixo, ele pode ser aproveitado e tem muitas outras utilidades.

Aproveite e espalhe essas ideias para os seus amigos. E se você usa a borra de café para algo diferente do que falamos, conte pra gente nos comentários

O que é pavimentação permeavel

O Pavimento Ecológico Permeável consiste entre britas ou folhagens, gramas ou partes de borracha(pneus) que em seu aglomerado se torna unico. Uma pequena amostra está no vídeo…

Se um Bairro, no caso dos que vivem em áreas de mananciais, ou seja, que existem muitos lençóis de água até chegar a Represa Billings que é uma das maiores e abastece toda a Grande SP mais seus vizinhos do Grande ABCDRRM se contar que boa parte da Guarapiranga (vizinha da Represa Billings) já tem seus problemas, por não terem um plano ecosustenável.

Só com registros e pesquisas da USP, foram identificados materiais pesados  como chumbo, cobre, níquel e zinco. De acordo com os especialistas, esta contaminação compromete a qualidade da água e pode pôr em risco a saúde da população, já que as águas das duas represas abastecem boa parte da cidade de São Paulo. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) nega a informação de risco à saúde e diz que monitora a concentração dos metais pesados presentes nos mananciais.

Por este motivo vemos a Sabesp correndo , fazendo buracos, pois o estudo também diz que atribui a contaminação ao esgoto, que é despejado de forma irregular por casas. O ambientalista Silvano da Silva, no entanto, culpa as indústrias.  De acordo com o ambientalista, que desenvolve um projeto na Guarapiranga, alumínio, chumbo e metais não são gerados por esgoto doméstico. Ele afirma que grande parte do esgoto coletado pela Sabesp não é tratado e questiona a diferença de esgoto clandestino e coletado, se ambos são jogados na represa sem nenhum tratamento.

É mesmo um problema, pois ao mesmo tempo que as represas não estão sendo regadas de aguas das chuvas, é feito totalmente ao contrário, pois os rios e córregos sem direto de sua casa para a represa Billings.

Existem duas formas de amenizar que é o asfalto ecológico permeável, nutrindo nossas veias de rios e nascentes… e existe também e que não deve ser descartada, o equivoco da Sabesp em dizer que faz tratamento de esgoto.

O Asfalto ecológico permeável é interessante para essas regiões onde se denomina área de manancial, pois não podemos deixar que  nossos lençóis deixem de prover de água para o nosso sustento, no caso da grande cidade, a troca do asfalto convencional(piche) por asfalto ecológico seria muito bem recebido, mas há um custo da parte dos moradores e da parte do município:

Sendo ela de uma tecnologia nova, recente, é mais cara para o município, mas em certos pontos eu colocaria sem medo, como nos arredores do Paço Municipal de São Bernardo do Campo, que vira e mexe está inundado, pois o asfalto é impermeável.

Sendo um asfalto ecológico permeável, sabemos que ela tem certas condições como, não fazer massa com cimento nas ruas, não fazer despejo de caminhão de areia nas ruas pois o cimento ou só a areia entupirão estas pequenas veias de água, por isso se torna mais presente a consciêntização.

O asfalto ecológico porém não permeável tem duas utilidades que são, maior tempo de vida util de um asfalto, menor custo para a colocação e seria mais rápido.

Os asfaltos ecológicos vieram para ficar, mas se você não cuidar da sua vila que já tem, pra que fazer então?

Vejam outros dados

O Ciclismo é também um dos melhores tipos de se conseguir paz com o meio ambiente

Uma das maneiras onde o ser humano consegue saúde, menos estresse, músculos é pedalando e a SporTV mostra como  em 3 vídeos fantásticos

Além da bicicleta não poluir, não gastar com passagens, é a moda… diz a China. Já médicos, dizem que quem faz uso delas são recompensados de um vigor físico e pode impedir muitas doenças. Para aqueles que adotaram o carro, lembramos que nós, os cicloativistas ao utilizar as famosas magrelas estamos contribuindo para melhorar o trânsito, melhorando o ar que seu filho respira, ensinando um hábito que certamente tirará pessoas das drogas ilícitas e drogas lícitas como o alcoolismo, melhorando a capacidade mental, respiratória, cardíaca, e que além de músculos concentrados mais nas pernas, que conseguimos, aprendemos a comer… é uma educação para a vida.

Um ciclista passa pelas ruas e vê as coisas belas da sua cidade, como também nota as coisas ruins, pois pilotamos com moderação…

Cuidado motorista tem ciclista em toda parte e 44% estão no sudeste

 

 

O Brasil que pedala

 

 

Sacolinhas plásticas, você é contra ou a favor delas?

Faca de dois gumes, hoje começa  a lei que proíbe as sacolinhas plásticas 

O Portal AgroValor entrevistou, com exclusividade, o presidente do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), Miguel Bahiense. O engenheiro químico defende que as “sacolinhas de supermercado” não são as vilãs do meio ambiente e, sim, detentoras de um importante papel para a saúde humana.

Portal AgroValor: O senhor é contra ou a favor do uso das sacolas de supermercados? Quando começou a haver esse questionamento?
Miguel Bahiense: Sou totalmente a favor das sacolinhas, pois entendo que o problema não está relacionado ao produto em si (sacolas), mas, sim, ao desperdício dele. Nós do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida) constatamos que o problema ou questionamento do uso da sacola começou a acontecer em 2007. Nesse período, quando íamos ao supermercado havia sacolas muito finas. Esses estabelecimentos encomendam ao mercado sacolas mais finas, para custar menos. Eles afinaram tanto a sacola para pagar menos, até ela perder extremamente sua capacidade de resistência. O consumidor passou a se comportar da seguinte maneira: se a sacola for fina coloca duas ou três sacolas uma dentro da outra, não utilizando a capacidade total de cada uma delas. Na hora que ele faz isso estará causando um problema para o meio ambiente, que é o desperdício do produto. Por uma necessidade da qualidade da sacola isso acaba ocasionando uma série de prejuízos.
Portal AgroValor: As sacolas são descartáveis?
Bahiense: A sacola não é descartável, ela é reutilizável. Nas casas elas são utilizadas de diversas formas, e uma delas e a principal é para pôr o lixo. Como as sacolas não têm resistência e há certo desperdício, elas têm uma grande possibilidade de se rasgar. Quando isso acontece, de fato, não tem como reutilizá-la. Quando você descarta, (sendo correto o descarte em sistema de coleta seletiva, que as prefeituras no Brasil ainda não possuem com eficiência), as sacolas vão parar no meio ambiente, daí ela é, equivocadamente, acusada de ser a vilã.
A indústria aceitou fabricar a sacola fora de norma; O supermercado demandou a sacola fora de norma; O consumidor a consumiu em excesso e descartou em lugares indevidos; E o poder público é incapaz de coletar ela seletivamente para reciclagem. Para muitos é mais simples você resolver banir esse produto do que cada um desses quatro atores do processo olhar o seu umbigo e resolver o seu problema. A gente não tem que culpar a sacola como um equívoco completo.
Portal AgroValor: O senhor vê alguma saída nesse processo?
Bahiense: Em minha opinião, a única solução para esse problema é o Programa de Qualidade de Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que funciona desde o início de 2008. Nós [Plastivida] criamos um selo de qualidade que é dado àquelas empresas que fabricam sacolas através das normas da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas], e a partir daí a gente foi atrás de signatários do setor e depois fomos atrás da indústria [fabricantes de sacolas] e expusemos esse problema. Também fomos atrás de associações estaduais de supermercados e mostramos a situação. Na hora que conseguimos juntar algumas associações de nove capitais do Brasil e em torno de 10 fabricantes de sacolas do setor, nós passamos a produzir sacolas de acordo com as normas técnicas, isto é, sacolas resistentes para suportarem até 6 kg de compras. As sacolas que têm o selo de qualidade que criamos vêm informando o peso que elas suportam, que pode ser 4, 5, 6 ou 7 quilos, dependendo do tipo de sacola. Há, por sinal, uma rede no Rio Grande do Sul, que se chama Zaffari, que distribui uma sacola que suporta 7 kg. Eu desconheço uma no país que suporte mais. Em média, nos supermercados as sacolinhas suportam até 6 kg de compras.
Portal AgroValor: A Plastivida realiza algum trabalho de conscientização ao uso das sacolas?
Bahiense: Claro. Os supermercados que utilizam sacolas com o selo, nós vamos até esses estabelecimentos signatários e treinamos os caixas e empacotadores, para que eles conversem com o cliente e digam: “nessa loja as sacolas têm qualidade. Você não precisa colocar uma dentro da outra, pois ela suporta 6 kg em compras”.
Esse trabalho sendo feito com as 10 maiores redes de supermercados do país, 5 são signatárias, temos um total de signatários em torno de 20 supermercados. É um trabalho que não necessariamente só pode ser vendido naquelas lojas que são signatárias. Há outras redes que compram diretamente dos fabricantes e fazem esse trabalho.
Portal AgroValor: Como está o consumo de sacolas no Brasil?
Bahiense: Em 2007, quando iniciamos esse programa, o Brasil consumia 17,9 bilhões de sacolas, que é uma quantidade absurda. Isso espanta, devido o desperdício. Finalizamos o ano de 2011 com 12,9 bilhões de sacolas. Conseguimos reduzir 5 bilhões de sacolas, temos que observar que nesses últimos 4, anos o consumo aumentou, as pessoas foram às compras, ou seja, a produção deveria ter aumentado. Com um programa de educação você consegue conscientizar o cidadão, a indústria e o varejo para que isso se torne o mantra dentro do setor e a gente consiga essa redução.
Portal AgroValor: O senhor poderia citar alguns gargalos que impossibilitam a conscientização da população?
Bahiense: Olha só, infelizmente o grande problema é que não são todas as redes que aderem a esse projeto. A gente tem, hoje, em São Paulo, por exemplo, a Associação Paulista dos Supermercados [APAS], que está junto com o próprio Governo do Estado e a Prefeitura lançando uma campanha para que, até o dia 25 deste mês [janeiro], as redes de supermercados do estado deixem de distribuir essas sacolas. Como eles não fazem e não quiseram fazer parte desse programa, qual é o interesse deles? E eu respondo: é meramente econômico. O custo das sacolas plásticas para as redes de supermercados no Brasil é de R$ 500 mi. Na hora que eles eliminam as sacolas esse custo é zerado. Não podemos achar que os supermercados distribuem as sacolinhas gratuitamente. O preço delas está embutido nos produtos. Eu pago por elas. É um direito meu entrar no supermercado e ter minha sacola para carregar as compras. Na hora que eles me tirarem isso, eu vou ter que pagar para ter as sacolas retornáveis. Eles não vão me devolver o dinheiro, pois o preço dos produtos nessas redes não vai baixar e eu vou ter que pagar por essas sacolas retornáveis, que eles mesmos vendem. Inclusive, para pôr o lixo da residência vai ser necessário comprar sacos de lixo, que também são vendidos por eles. O bolso do consumidor acaba sendo bastante prejudicado. As classes A e B terão possibilidade de fazer isso, mas já as classes C, D e E não terão capacidade para isso, eu estou falando de R$ 30 a R$ 40,00 por mês.
Portal AgroValor: O senhor acredita que a parte sanitária será afetada se essa “moda” pegar?
Bahiense: No tempo em que não existia o saco plástico, mais ou menos na década de 70, o lixo era colocado em tonéis de metal. Creio que as pessoas mais pobres vão fazer isso. Eu quando criança, depois que o caminhão do lixo passava e levava os dejetos e deixava o tonel na calçada, minha mãe me mandava lavá-lo com a mangueira, daí vem o desperdício da água. Depois essa água da lavagem ia para o esgoto, que fedia e fazia com que aparecessem ratos, baratas etc.
Portal AgroValor: Há algum estudo que comprove que as sacolas comuns, aquelas utilizadas em supermercados, são mais vantajosas?
Bahiense: Do ponto de vista ambiental, os estudos mostram que as sacolas plásticas são a melhor alternativa em termos de análise de impacto ambiente. Recentemente foi divulgado um estudo em inglês, pela Agencia Ambiental Britânica, que mostrou que de nove categorias ambientais avaliadas, levando em consideração diversas modalidades, como sacolas comuns, biodegradáveis, oxidodegradável, saco de papel… Dessas nove categorias ambientais avaliadas, as sacolas comuns tiveram vitórias em oito, pois são elas que possuem a menor emissão de CO², que é o gás que provoca o efeito estufa. São essas sacolinhas que consomem menor quantidade de matéria prima para serem fabricadas. Então eu pergunto: por que tirar o produto que tem o melhor desempenho ambiental, que é reutilizável, o consumidor já paga por ele, entre outras qualidades?
Resumindo, todos os estudos que eu conheço apontam as sacolas comuns como as de melhor desempenho ambiental entre todas as possibilidades de transporte de compras de supermercado, mesmo incluindo aquelas sacolas biodegradáveis.
Portal AgroValor: Qual a diferença que há entre as sacolas comuns e a biodegradáveis?
Bahiense: A biodegradação seduz muito a população. Mas muitos não sabem o que é essa biodegradação, que é uma matéria que pode ser feita do amido de milho, por exemplo, como também de qualquer matéria orgânica, no qual vem um micro organismo e come ela. Como já dizia o ditado, “na natureza nada se cria, tudo se transforma”, e assim acontece. O micro organismo depois de comer, o organismo dele processa e emite gases, que são o CO² ou o metano, que são os gases causadores do efeito estufa. Então, muitos pensam: “a sacola biodegradável some em 180 dias”, que é verdade, mas ela causa uma poluição, que é invisível à população. As sacolas biodegradáveis para não causarem esses males teriam que ser levadas para uma usina de compostagem, que não existe aqui no Brasil.
Portal AgroValor: As sacolas de supermercados são as mais utilizadas para por o lixo doméstico? Qual fim essas sacolas têm quando vão ao aterro sanitário?
Bahiense: Nós encomendamos, em 2011, uma pesquisa pelo Datafolha [instituto de pesquisas pertencente ao Grupo Folha] que mostra que quase 90% da população brasileira reutilizam as sacolas plásticas, e o principal reuso delas é para pôr o lixo.
Olha, eu tenho dois tipos de lixo, o seco (reciclável) e o úmido (orgânico). A sacolinha que eu coloquei o material reciclável também será reciclada, mas a que eu coloquei o material orgânico (não-reciclável) não será, pois ela irá confinar o lixo para ir ao aterro sanitário, realizando um trabalho técnico. Esse trabalho é de isolar o lixo, que está dentro dela, do meio ambiente, para evitar que o chorume do lixo – que é a água de chuva que cai em cima do aterro e faz a lavagem do aterro virando aquele líquido preto, que tem uma alta carga poluente – atinja o solo e o lençol freático. Só para entendermos, um aterro sanitário, da forma que realmente tem que ser feito, não são aqueles lixões que existem por aí, é um lugar onde se deve cavar um buraco e colocar uma manta de plástico, pode ser o polietileno ou o próprio pvc, para evitar que o chorume do lixo atinja o solo e o lençol freático. Esse chorume é coletado e vai para uma outra “piscina” de chorume, também forrada com polietileno ou pvc. Quando acaba a vida útil do aterro, eu venho com uma outra manta por cima, forro ele e fica como se eu tivesse uma grande sacola, um sacolão. Em milhões de anos aquilo vai virar petróleo, já que o petróleo é carbono, e 60% do que tem no aterro é resto de comida.
Voltando para a nossa casa, aquele saquinho que temos com material orgânico futuramente vai estar no aterro, cumprindo um papel. Essa sacola não tem que ser reciclada, pois ela tem a sua função, que é de suma importância.
Veja o que é sustentabilidade na visão de Miguel Bahiense

A sustentabilidade é um tripé. Qualquer tripé para se sustentar precisa que os três pés estejam do mesmo tamanho e tenham a mesma importância. Esse tripé tem que ser social, ambiental e econômico. As pessoas acham que se não for verde não é sustentável, mas não é isso, o produto pode ser verde e barato, mas causa um impacto social sério, daí temos que lembrar do tripé. Então, nenhum desses aspectos pode ter mais importância do que o outro, dentro do que se define como sustentável. Os três itens têm que sobreviver. Se eu tenho um produto e eu digo que ele é sustentável ele tem que me dar uma vantagem econômica, socialmente responsável e ambientalmente correta.
Minha visão:
Defendo friamente o meio ambiente em todos os sentidos, e a ficção dos governos estarem aderindo a esta proposta de retirarem os sacos plásticos é uma forma de teste. Nem Governo, nem Estado conseguiram EDUCAR tanto supermercados como os usuários de sacolinhas.
Iremos usar o plástico para deixar os produtos orgânicos e lixo de qualquer forma e, neste caso, serão aquelas pretas mais grossas e que causam mais CO², além do que iriamos tirar milhões de empregos aos que fazem as tais sacolas…
Sou contra a retirada, entretanto, a favor da educação…
Isso se reflete em todas as cidades, pois usar menos o carro, praticar esportes, plantar uma arvore, dar vida a sua calçada, é educativo e quem sabe, você consiga passar isso para a geração do seu neto?
Em verdade, assisti pela TV Alesp, uma entrevista parecida e posso afirmar que tirará centenas de empregos relativas à recilagem.
Pessoas que vivem disso(catadores) utilizam mais os plásticos e os papéis e papelãos, são as duas maiores fontes de economia na área de catadores…  São Bernardo estava querendo construir uma Usina Verde, mas sem o material principal, o plástico de sacolinhas, irão direto para as garrafas PET, tirando uma das principais fontes econômicas dos catadores e irão atacar os papéis também, isso é , se construirem.
A Usina Verde, através da queima de lixo, dará MW de eletricidade, os detritos pesados serão acumulados em um filtro, apenas um percentual de fumaça , não tão ruim , será levada ao ar de um local onde estava o antigo Lixão de SBC… veremos o que isso vai dar no futuro bem próximo.
Mozart Faggi